Os ODS em Telas · aguardando o muro…
Os ODS em Telas
§ 01 · Sobre

Doze grafiteiros leem a Agenda 2030.

Os ODS em Telas é uma exposição de arte urbana brasileira realizada pelo Projeto Fábricas de Tela. Doze grafiteiros traduzem em telas autorais os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU — a Agenda 2030 — em uma só linguagem: a do muro. Da rua, da quebra, do bairro: cada artista trouxe seu território como leitura possível do que ainda não cabe.

12
Telas autorais
12
Grafiteiros
17
ODS da ONU
2026
Edição
§ 02 · ODS

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A Agenda 2030 da ONU é um pacto global por um futuro digno — 17 metas que vão da erradicação da pobreza à paz entre povos. O Brasil incorpora ainda um ODS 18 — Igualdade Étnico-Racial, próprio à sua Agenda Nacional. Doze metas viraram tela na voz dos doze grafiteiros desta exposição. Toque em qualquer cartão com artista para ver a obra.

ODS 1 — Erradicação da Pobreza
Preto TNA →
ODS 2 — Fome Zero
P.P Silva →
ODS 3 — Saúde e Bem-estar
Sow →
ODS 4 — Educação de Qualidade
Banguone →
ODS 5 — Igualdade de Gênero
AFolego →
ODS 6 — Água Potável e Saneamento
Sem obra · meta global
ODS 7 — Energia Limpa e Acessível
Sem obra · meta global
ODS 8 — Trabalho Decente e Crescimento Econômico
Sem obra · meta global
ODS 9 — Indústria, Inovação e Infraestrutura
Sem obra · meta global
ODS 10 — Redução das Desigualdades
Fixxa →
ODS 11 — Cidades e Comunidades Sustentáveis
Feno →
ODS 12 — Consumo e Produção Responsáveis
Mandi →
ODS 13 — Ação contra a Mudança Climática
Fernando Pow →
ODS 14 — Vida na Água
Paco →
ODS 15 — Vida Terrestre
Sem obra · meta global
ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes
Melancia →
ODS 17 — Parcerias e Meios de Implementação
Sem obra · meta global
ODS 18 — Igualdade Étnico-Racial (ODS Brasil)
Negana →
§ 03 · Mural

As doze obras.

Doze leituras autorais, doze metas. Toque numa obra para ler o briefing oficial, conhecer o artista e a técnica.

§ 04 · Artistas

Os doze grafiteiros.

Da rua para a tela. Cada artista trouxe sua leitura, seu território e seu traço. Toque num artista para abrir sua ficha e a obra.

§ 05 · Curadoria

A curadoria.

A exposição é uma realização do Ministério da Cultura, da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, do Catavento Cultural e Educacional — por meio das Fábricas de Cultura — em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Cada obra teve briefing redigido por um responsável da equipe curatorial:

Isis Duarte Rodrigues
Briefings · ODS 01 — Erradicação da Pobreza · ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes
Renata Gracioso Borges
Briefings · ODS 02 — Fome Zero e Agricultura Sustentável · ODS 03 — Saúde e Bem-estar
Heloisa Valente de Thomazi
Briefing · ODS 04 — Educação de Qualidade
Guilherme Augusto Gonzaga da Silva
Briefings · ODS 05 — Igualdade de Gênero · ODS 10 — Redução das Desigualdades
Silvia Maria Ascenção Guedes Gallardo
Briefing · ODS 11 — Cidades e Comunidades Sustentáveis
Manuela Prado Leitão
Briefing · ODS 12 — Consumo e Produção Responsáveis
Leandro Dall’Olio
Briefing · ODS 13 — Ação contra a Mudança Climática
Gabriela Giardino Costa Bernardino
Briefing · ODS 14 — Vida na Água
Gabriela Rodrigues Miranda
Briefing · ODS 18 — Igualdade Étnico-Racial
§ 06 · Glossário

Vocabulário do muro & da Agenda.

Termos do grafite e da Agenda 2030 que ajudam a ler as obras.

Do muro

Tag
Assinatura. A marca pessoal do artista, geralmente em letra rápida.
Throw-up
Obra rápida em duas ou três cores — bolha de letras, contorno e fill.
Wildstyle
Estilo elaborado de letras entrelaçadas, com setas e sobreposições.
Bombing
Prática de pintar muitos lugares no menor tempo possível.
Stencil
Pintura com molde recortado — repetível, política, urbana.
Pichação
Forma brasileira de letra rápida — código fechado, território demarcado.
Crew
Coletivo de artistas que pintam juntos sob uma sigla compartilhada.
Spot
Local escolhido pra pintar — muro, trem, ponte, viaduto.

Da Agenda 2030

Agenda 2030
Plano global da ONU adotado em 2015 por 193 países — 17 ODS com 169 metas a serem alcançadas até 2030.
ODS 18
Igualdade Étnico-Racial — meta complementar adotada pelo Brasil, ausente da Agenda original da ONU.
Pesca fantasma
Redes e equipamentos de pesca perdidos ou abandonados que continuam matando peixes, tartarugas e outros animais — ameaça silenciosa à vida marinha.
Acidificação dos oceanos
Os oceanos absorvem CO₂ liberado pela queima de combustíveis fósseis — essa absorção torna a água mais ácida, dificultando a formação de corais e conchas.
Segurança alimentar
Garantia de que todas as pessoas tenham acesso regular a alimentos suficientes, nutritivos e seguros — sem precisar se preocupar se terão comida hoje ou amanhã.
Agricultura sustentável
Produção de alimentos que respeita o meio ambiente, apoia agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais.
Cobertura universal de saúde
Acesso de todas as pessoas a serviços, medicamentos e vacinas seguras, sem distinção de classe ou território.
Equidade
Tratamento que considera as desigualdades históricas — dar a cada pessoa o que ela precisa para ter as mesmas oportunidades.
§ 07 · Manifesto · Release

A arte urbana ganha novos contornos.

A exposição reúne artistas das periferias de São Paulo, que transformam telas em narrativas visuais potentes sobre os desafios do presente e os caminhos possíveis para a construção de um futuro mais justo e sustentável.

Inspirada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a exposição propõe uma imersão estética e reflexiva em temas centrais da contemporaneidade: erradicação da pobreza, segurança alimentar, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, redução das desigualdades, cidades sustentáveis, consumo responsável, ação climática, preservação da vida marinha, justiça social e equidade étnico-racial.

Por meio de telas em grafitti, as obras expressam valores como esperança, empatia e responsabilidade coletiva, evidenciando a arte como instrumento de transformação social. As composições revelam múltiplos olhares e experiências, ampliando a representatividade e ressaltando a diversidade como elemento essencial para a construção de uma sociedade mais inclusiva.

Mais do que uma mostra artística, a proposta se consolida como um espaço de diálogo e conscientização, convidando o público à reflexão sobre seu papel na construção de um mundo mais equilibrado e humano.