Doze artistas das periferias de São Paulo pintaram a Agenda Global em tela. Spray, acrílica e marcador como tradução urbana dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Doze artistas. Doze paredes inteiras cabendo em telas de 0,80 por 1,20 metros. Doze metas globais da ONU traduzidas no idioma de quem pinta de baixo pra cima, na madrugada, sobre o concreto das periferias.
Os ODS da ONU em Telas é uma exposição do Ministério da Cultura, da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo e da Catavento Cultural e Educacional — por meio das Fábricas de Cultura —, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e a Organização das Nações Unidas.
Os doze grafiteiros reunidos aqui vêm das periferias paulistas e do litoral de São Paulo. Antes da tinta, cada um recebeu um briefing escrito pela curadoria textual do projeto — texto primeiro, pintura depois. As telas que você vê aqui são respostas visuais a essas provocações.
Pobreza. Fome. Desigualdade. Clima. Vida nos oceanos. Justiça étnico-racial. São problemas de escala global que chegam primeiro à pele de quem vive nas bordas das cidades — por isso nada mais coerente do que escutar essas vozes no muro antes de escutá-las no gabinete.
Esta exposição é obra coletiva, registro cultural e provocação pública ao mesmo tempo. A arte que nasceu do muro agora dialoga com a ONU, com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e com as instituições que passaram a reconhecer: política pública sem arte é retórica.
A exposição nasce de uma parceria entre duas instituições históricas com missões complementares — uma global, outra estadual — que se encontram no compromisso pelo bem público.
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, como uma organização internacional voltada à promoção da paz, da justiça e do desenvolvimento sustentável. Formada atualmente por 193 Estados-membros, a ONU é o principal espaço global onde os países se reúnem para dialogar e buscar soluções conjuntas para desafios comuns.
Seu funcionamento é guiado pela Carta das Nações Unidas, documento fundador que estabelece seus princípios — direitos humanos, igualdade, solidariedade e cooperação internacional. Para cumprir seus objetivos, a ONU conta com seis órgãos principais e um amplo sistema de agências, fundos e programas que atuam em diversas áreas ao redor do mundo.
Os Tribunais de Contas dos Estados (TCEs) são órgãos responsáveis por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos no âmbito estadual e, em muitos casos, também municipal. No Brasil, esses tribunais foram instituídos a partir da organização do sistema republicano e se consolidaram ao longo do século XX, com suas competências definidas pela Constituição Federal de 1988.
Sua principal função é exercer o controle externo da administração pública, auxiliando as Assembleias Legislativas na fiscalização das contas do governo. Analisam receitas e despesas, julgam a prestação de contas de gestores, emitem pareceres sobre as contas do governador e acompanham contratos, obras e políticas públicas — garantindo transparência, legalidade e eficiência no uso dos recursos.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade.
São 17 objetivos ambiciosos, interconectados e indivisíveis — a Agenda 2030 é um só projeto, não um menu de opções. Tocar um ODS é, quase sempre, tocar todos os outros.
Esta exposição traduz em tinta e muro doze desses objetivos, somando o ODS 18 — Igualdade Étnico-Racial, proposta brasileira que amplia a Agenda 2030 ao contexto de um país onde o racismo é estrutural e a arte é, há muito, ferramenta de resposta.
Ver conteúdo oficial na ONU Brasil ↗Cada tela carrega a assinatura técnica do seu autor. A curadoria fixou o formato para que doze gestos individuais dialoguem como um único mural — doze paredes em uma só parede.
Clique em cada painel para ler o briefing da curadoria que originou a obra, ver a ficha técnica completa e acessar o conteúdo oficial da ONU Brasil sobre aquele ODS.
Grafiteiros das periferias paulistas e do litoral do estado. Cada um chegou com uma linguagem própria — e recebeu a missão de traduzir um ODS em tela sem abrir mão dela.
Antes da tinta, o texto. Os curadores que escreveram os briefings — convertendo a linguagem da ONU em provocação criativa para os doze grafiteiros.
Vocabulário técnico dos briefings — importa pra quem pinta e pra quem olha. Cada termo com uma mini ilustração animada do conceito.